Da publicidade tradicional para o digital. Conheça o copywriting e saiba de que forma pode ser usado para alavancar o seu negócio.

Da publicidade à 7.ª arte, passando pelas redes sociais. O copywriting é uma das técnicas de persuasão e de vendas mais utilizadas em todo o mundo e uma das mais impercetíveis.
As principais marcas do mercado fazem grandes investimentos em copywriting e não é por acaso. Mais de 90% dos consumidores não escolhem uma marca sem antes pesquisar pela mesma no Google.

Isto significa que os utilizadores sentem necessidade de investigar a presença das marcas nos canais digitais antes de fazerem uma compra. E o conteúdo é, de facto, um dos principais fatores que influencia esta tomada de decisão.

Mas como podemos tornar os conteúdos mais estratégicos? Através de técnicas de copywriting.

 

O que é o copywriting?

O copywriting é uma técnica de Marketing e Vendas que tem como objetivo a produção de textos persuasivos para gerar conversões e vendas. É uma estratégia de produção de conteúdos focada em despertar o interesse do utilizador e em convencê-lo a realizar uma ação específica, recorrendo a gatilhos mentais e outras técnicas de persuasão.

Estas ações podem ser simplesmente subscrever uma newsletter, continuar a ler um artigo ou até comprar um produto.
O profissional responsável por produzir conteúdos (“copy”) com base nestas técnicas é designado de copywriter. E apesar de ser semelhante à profissão de redator publicitário, o copywriter está inserido na área do inbound marketing.

 

Da publicidade às redes sociais: a evolução do copywriting

Já ouviu falar de Mad Men? Esta aclamada série dos anos 60 retratava a rotina de uma agência de publicidade da época e mostrava a importância do copywriting para os negócios.

O protagonista, Don Draper, refere-se a esta técnica como o elemento responsável por gerar a felicidade que as empresas tanto desejam oferecer aos seus clientes e aquela que os clientes procuram nas marcas.

Mas este conceito não surge pela primeira vez nesta série. No século XIX, um dicionarista norte-americano usou a palavra copy para definir conteúdos autorais publicados na imprensa.

Em 1870, o publicitário John Emory Powers tornou-se pioneiro em escrever textos persuasivos para anúncios, recebendo o título de primeiro copywriter da história.

Este termo vem distinguir o trabalho dos publicitários e dos jornalistas – e permanece até aos dias de hoje.

 

Como podemos usar o copywriting na prática?

Como referimos, o copywriting está presente em praticamente todos os conteúdos com os quais temos contacto no nosso dia a dia. No site de uma marca, nas redes sociais de um influenciador digital, num artigo de um blog, na descrição de um vídeo do YouTube, entre muitos outros canais.

Vamos analisar os dois seguintes copies:

1. Fazemos entregas de refeições ao domicílio durante o período de confinamento.
2. Estar confinado deixa-te com mais fome? Faz o teu pedido e recebe-o sem sair de casa.

Qual das opções desperta mais a sua atenção? Provavelmente o segundo, certo? Apesar de os dois anúncios terem o mesmo objetivo, anunciar que fazem entregas ao domicílio e levar o leitor a encomendar uma refeição, a mesma mensagem surte um impacto diferente no leitor.

Além de ser mais criativa, a segunda opção cria uma maior aproximação ao utilizador, através de gatilhos mentais e da exploração das dores do target. Neste caso, o utilizador identifica-se com a mensagem porque é feita uma menção ao confinamento, à fome, ao desejo de “jantar/almoçar fora”, à segurança (“sem sair de casa”). Tudo isto são dores e necessidades que o utilizador tem.

5 dicas para criar uma estratégia de copywriting forte

Para que uma estratégia de copywriting funcione e atinja os resultados pretendidos, é necessário seguir determinados passos, tais como

1. Conhecer e explorar as dores do público
Como em qualquer estratégia, o ponto de partida deve passar por saber muito bem quem é o seu público-alvo. E isso implica conhecer as suas dores, desejos e necessidades, o perfil de consumidor, os seus interesses, hobbies, etc.
Só obtendo estas informações é que é possível desenhar uma estratégia de copywriting adequada e que realmente vá impactar e surtir efeitos junto dos seus (potenciais) clientes.

2. Ter objetivos bem definidos
A par de saber para quem está a comunicar, deve definir o porquê de o fazer. O que quer obter com um determinado artigo, email ou publicação numa rede social? Deseja aumentar as suas vendas, tornar-se uma autoridade no setor em que atua ou fazer a sua comunidade interagir mais nas redes sociais? Estes objetivos vão influenciar a mensagem em si e a forma como esta será passada para os clientes.
Nos exemplos acima, o objetivo do copy é informar que são feitas entregas ao domicílio e levar os clientes a fazerem a sua encomenda.

3. Criar uma conexão com o público
Sabendo quem é o seu público e o que quer obter dele, é necessário estabelecer uma conexão entre ambas as partes. E como é possível criar esta conexão?
Ao escrever um determinado texto (copy), deve pensar em possíveis formas de fazer o leitor relacionar-se com a mensagem e sentir que aquele conteúdo foi feito a pensar nele.
Pegando no exemplo anterior, em vez de dizermos simplesmente que fazemos entregas ao domicílio e que o cliente pode encomendar refeições, exploramos algumas dores comuns ao público-alvo. Neste caso, fizemos referência ao confinamento, exploramos o facto de as pessoas terem saudades de sair e fazer uma refeição fora de casa e ainda tocamos no fator segurança (“sem sair de casa”).

4. Recorrer aos gatilhos mentais
Os gatilhos mentais são estímulos que nos fazem agir, muitas vezes por impulsividade. São responsáveis por nos levar a agir com base num contexto emocional ou social. Eis alguns exemplos:

  • Gatilho de urgência: usam-se expressões como “última hora” ou “restam 3 vagas” para levar o cliente a agir rapidamente
  • Gatilho de conexão: aproximam a marca do cliente através de narrativas com as quais os utilizadores se identificam
  • Gatilho de especificidade: recorre-se a dados ou números para sustentar a mensagem, como por exemplo “90% dos recrutadores pesquisam os candidatos nas redes sociais”
  • Gatilho de transformação: é usado para mostrar que determinado produto ou serviço é capaz de mudar ou melhor algo na vida do cliente e de que forma o faz.
  • Gatilho de exclusividade: mostra que a oferta é única e exclusiva. “Grátis para membros do ginásio” ou “Tem acesso ao nosso grupo exclusivo de Telegram”.
  • Gatilho de aprovação social: evidencia o potencial da marca ou da sua oferta e envolve-as numa comunidade. Por exemplo, “todos os líderes bem-sucedidos utilizam este método de gestão”.
  • Entre outros.

5. Usar e abusar dos CTAs
Se o objetivo do copywriting é levar um utilizador a realizar uma determinada ação, além dos gatilhos mentais, é importante recorrer aos CTAs. Um Call To Action é uma chamada para a ação. Se o seu objetivo é fazer com que os utilizadores subscrevam a sua newsletter, deve deixar clara a sua intenção.
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Todos podem saber escrever, mas nem todos conseguem usar o poder das palavras para alavancar os seus negócios. O copywriting exige planeamento, análise e muita prática.
E agora que já conhece o potencial desta estratégia e como deve ser usada, está na hora de a colocar em prática. O primeiro passo já foi dado!

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