1 em cada 5 adultos recorre à pesquisa por voz para encontrar informações sobre produtos e negócios. Poderão as empresas aproveitar esta ferramenta para crescer?

Atualmente, entre 30% e 50% das pesquisas realizadas através da app da Google são feitas por voz, e 60% dos utilizadores recorreram ao seu smartphone para fazerem pesquisas por voz nos últimos 12 meses. E entre os utilizadores que recorrem a esta tecnologia, são os jovens que ocupam a parcela mais significativa da equação – 55% dos adolescentes fazem pesquisas por voz diariamente.
O que explica este crescimento acelerado? Enquanto utilizadores, somos cada vez mais exigentes e esperamos resultados imediatos com pouco esforço. É essa a promessa da pesquisa por voz. A tecnologia voice search é 3,7 vezes mais rápida do que a escrita no teclado e permite realizar outras tarefas em simultâneo.
Mas o que é exatamente a pesquisa por voz e como funciona?

 

O que é a pesquisa por voz?

A pesquisa por voz é uma tecnologia que permite realizar pesquisas na Internet através de comandos de voz.

Isto significa que os utilizadores, em vez de escreverem nos motores de pesquisa como o Google, podem fazer questões verbalmente ao computador, telemóvel ou a qualquer outro dispositivo inteligente, como as assistentes virtuais (Alexa, Siri, entre outras).

A pesquisa por voz é uma funcionalidade sustentada por Inteligência Artificial que interpreta os comandos dos utilizadores e apresenta-lhes aquilo que eles procuram.

Quando um utilizador recorre à tecnologia voice search e coloca as suas questões ou ativa determinados comandos como “Ok, Google. Mostra-me restaurantes em Sintra”, é feita uma transcrição daquilo que é dito para texto. O texto é analisado para serem detetadas as tais questões ou comandos de voz e, através da conexão a bases de dados externas como os motores de pesquisa (Google, Bing, etc.), são procurados dados que respondam àquilo que o utilizador está a pedir.

Esses dados são transformados em informação relevante e apresentados ao utilizador num formato que possa ser interpretado por ele (imagens, vídeos, artigos, mapas, etc.). Parece um processo longo, mas tudo isto ocorre em milésimos de segundos e os utilizadores nem se apercebem de todas estas etapas.

A pesquisa por voz já faz parte da rotina dos utilizadores e os números mostram isso mesmo. Vários estudos e análises apontam para que esta tendência continue a crescer nos próximos anos. Mas estão os negócios preparados para rentabilizar esta tendência?

Tecnologia voice search: uma aliada dos negócios
São várias as razões que apontam a pesquisa por voz como uma verdadeira aliada para qualquer negócio. Entre as principais pesquisas dos utilizadores contam-se informações sobre negócios, tais como localizações e horários de funcionamento, direções e dados sobre produtos – algo que a pesquisa por voz vem facilitar.

 

Tecnologia voice search: uma aliada dos negócios

São várias as razões que apontam a pesquisa por voz como uma verdadeira aliada para qualquer negócio. Entre as principais pesquisas dos utilizadores contam-se informações sobre negócios, tais como localizações e horários de funcionamento, direções e dados sobre produtos – algo que a pesquisa por voz vem facilitar.

Para aproveitar esta tendência, as empresas devem adaptar os seus canais digitais. Como? Preparando o site, blog ou loja online para serem encontrados quando alguém faz uma pesquisa por voz.

Isto é possível através de ações como:

  • Inscrever os negócios no Google My Business, para que apareçam como sugestões de “locais próximos de mim” após uma pesquisa
  • Identificar as questões mais comuns que os utilizadores fazem até chegar ao site das marcas, sempre numa ótica do utilizador
  • As perguntas identificadas devem ser incluídas ao longo do site e devem ser seguidas de respostas estruturadas, mas breves
  • Este tipo de perguntas e respostas podem ser trabalhadas sob o formato de FAQs, Tutoriais, Guias, Q&As, etc.

A pesquisa por voz veio mesmo para ficar: 1 em cada 5 pessoas usa esta funcionalidade no seu smartphone pelo menos uma vez por mês. Cabe agora às empresas posicionarem-se e trabalharem os seus canais e conteúdos de forma a conseguirem acompanhar esta tendência.

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